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uma parte do meu coração, uma parte bem convincente pra falar a verdade, me diz que eu estou no controle da situação. essa parte me faz acreditar que eu posso deixar você seguir o seu caminho, sem que eu me machuque. um outra parte é pura enganação. me cegou quando precisava ver e me iludiu, convencendo-me que você me amava. esse tosco coração num sabe nem seu próprio caminho. se perde em desagravos e desapegos repentinos. ainda é cativado por teu olhar. e ainda sobra bem lá no fundo, uma terceira parte. uma que me diz para ignorar todas as vozes, uma me faz ignorar tanto a parte convincente quanto a que veio me enganando. parte essa me ajuda a levantar sempre que a cegueira toma conta de mim, fazendo-me tropeçar. parte essa que me ajuda encontrar a verdade no teu sorriso e sorrir da mentira das tuas palavras doces.
mesmo colando meu coração milhares de vezes, sempre se poderá ver suas rachaduras. foi assim que deixou meu peito, em partes. foi assim que me deixou. só. e eu, acreditando que voltaria pra me buscar. você foi embora no mesmo barco em que chegou. no barco do amor. clichê? talvez. mas é que mais nada aqui é novo, tudo é antigo, tudo se repete. sofrimentos e medos, e choros, e saudades. tudo. foi remando pro teu caminho e me deixou no cais. apesar de tudo, ainda espero o teu retorno, nem que seja pra dar o adeus que não foi dado ou o último beijo, que não foi roubado.
mesmo colando meu coração milhares de vezes, sempre se poderá ver suas rachaduras. foi assim que deixou meu peito, em partes. foi assim que me deixou. só. e eu, acreditando que voltaria pra me buscar. você foi embora no mesmo barco em que chegou. no barco do amor. clichê? talvez. mas é que mais nada aqui é novo, tudo é antigo, tudo se repete. sofrimentos e medos, e choros, e saudades. tudo. foi remando pro teu caminho e me deixou no cais. apesar de tudo, ainda espero o teu retorno, nem que seja pra dar o adeus que não foi dado ou o último beijo, que não foi roubado.
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