hipocrisi4:





“O amor é forte, o coração é fraco, percebes?   Estás ai você, com o coração esfolado, pedaços colados com a cola mais vagabunda que há, está tão frágil, andando devagar, não forçando nada, com medo de desabar. Está como se fosse um simples palito de dente, carregando uma casa de tijolos inteira, está totalmente artificial por fora e estragado por dentro. Você está como um pacote de bolacha pisada, por fora a embalagem está perfeita, mas por dentro só há migalhas, você está bem assim, não é?  Sabe o problema, é que você ponhe a cabeça no travesseiro esperando que quando seus olhos abrirem tudo esteja bem, mas a verdade que mal forças para sorrir você tem, quanto mais para fazer o dia ficar melhor, mesmo que fique, nem se for um pouco, sempre tem algo, alguém… Pra acabar com os poucos segundos, minutos ou horas que faltam, sempre.  (…) Como eu havia dito, o coração é fraco, o amor é forte, por que se estás tudo assim, tão vazio, tão dilacerado, é culpa dele, sempre culpa dele, se é que ainda tem o tal do amor, o que tinha dele virou dor, nostalgia, virou aquele sofrimento monótono que você já teve de todas as outras vezes, mas é incrível, cada vez que acontece parece que vem pior, vem com mais intenção de te atingir brutalmente, isso é doloroso.  Novamente, o coração é fraco e o amor é forte, afinal mesmo que esteja tudo por água baixo, mesmo que o café tenha esfriado, a torrada queimado… O cigarro apagado antes da última tragada, você o ascende novamente, é, você é um idiota. Mesmo que esse tal do amor esteja acabando com o que há dentro de você — se é que ainda há alguma coisa — você não para de sentir, não para de senti-lo, continua se aprofundando naquilo que te faz mal, como uma droga, como um crack, te acaba, mas te vicia, faz parte do que você é, do que aquele alguém te tornou. Por isso o amor é forte, enquanto o coração está esgotado o amor permanece, o amor aumenta, o amor vem com toda a sua força, não importa o quanto doa, ele nunca se vai, nunca.” — Lucas (s-oull3s)
O amor é forte, o coração é fraco, percebes?
   Estás ai você, com o coração esfolado, pedaços colados com a cola mais vagabunda que há, está tão frágil, andando devagar, não forçando nada, com medo de desabar. Está como se fosse um simples palito de dente, carregando uma casa de tijolos inteira, está totalmente artificial por fora e estragado por dentro. Você está como um pacote de bolacha pisada, por fora a embalagem está perfeita, mas por dentro só há migalhas, você está bem assim, não é?
  Sabe o problema, é que você ponhe a cabeça no travesseiro esperando que quando seus olhos abrirem tudo esteja bem, mas a verdade que mal forças para sorrir você tem, quanto mais para fazer o dia ficar melhor, mesmo que fique, nem se for um pouco, sempre tem algo, alguém… Pra acabar com os poucos segundos, minutos ou horas que faltam, sempre.
  (…) Como eu havia dito, o coração é fraco, o amor é forte, por que se estás tudo assim, tão vazio, tão dilacerado, é culpa dele, sempre culpa dele, se é que ainda tem o tal do amor, o que tinha dele virou dor, nostalgia, virou aquele sofrimento monótono que você já teve de todas as outras vezes, mas é incrível, cada vez que acontece parece que vem pior, vem com mais intenção de te atingir brutalmente, isso é doloroso.
  Novamente, o coração é fraco e o amor é forte, afinal mesmo que esteja tudo por água baixo, mesmo que o café tenha esfriado, a torrada queimado… O cigarro apagado antes da última tragada, você o ascende novamente, é, você é um idiota. Mesmo que esse tal do amor esteja acabando com o que há dentro de você — se é que ainda há alguma coisa — você não para de sentir, não para de senti-lo, continua se aprofundando naquilo que te faz mal, como uma droga, como um crack, te acaba, mas te vicia, faz parte do que você é, do que aquele alguém te tornou. Por isso o amor é forte, enquanto o coração está esgotado o amor permanece, o amor aumenta, o amor vem com toda a sua força, não importa o quanto doa, ele nunca se vai, nunca.”

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